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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Artistasda Galeria _Historial/Pedro Soares







auto retrato



Pedro Soares
Imagens


Organização Internacional dos Fotógrafos Independentes








Pedro Soares desenvolve intensa actividade profissional nas áreas do
retrato, paisagem urbana e rural, teatro e dança. Cultiva o simples e o
contraste , persegue a cor, aponta sinais de vida. Mistura com prazer luz
natural e luz artificial, respeita os materiais que usa, cultiva valores não
cotados em bolsa.
A fotografia é lugar de convergência e vistas largas.












Notas biográficas:
- Vem à luz em Lisboa, no Bairro Alto, Janeiro de 1948.
- 1958/1966. estudos secundários em Almada e em Setúbal. Frequentes
mudanças em ambiente familiar. Primeiras refilices anti-autoritárias. Paixões
assolapadas.
1967. Instituto comercial de Lisboa: experiência fracassada. Vida boémia: Marx, tabaco, Herbert Marcuse, miúdas…
- 1968. Continuação da vida boémia: teatro, Zeca Afonso, medo da PIDE, rádio Moscovo, namoricos.
-1969. Noitadas. Convívios com operários, intelectuais e outros párias. Vida
militar, guia de marcha para Bissau: Chegada a Paris!
- 1970/1974. Valsa musette, língua de Voltaire, estudos de economia, vida de
ardina, etc e tal. Crises de identidade. Viagem a Roma. Amizades e paixões.
1974. MFA: Regresso ao quartel. Nascimento de uma esperança; uma mulher
portuguesa: louco de amores. A grande poesia da revolução social. Inexcedível Poesia.
1980. Berlim. Amor: uma flor um fruto. Mais passeios com tempo frio em
latitude elevada. Começam as fotografias. E a contra-revolução. Desemprego.
É tempo de trabalhar... imagens, imagens, imagens.
Avd. Bombeiros Voluntários Lote 4 r/c B
2950-209 Palmela
Tel: 212330259
Tm: 917113860






**Algumas exposições individuais:
Novembro 1984 – “Pó de Palco” Academia Almadense – Almada
Outubro 1992 – “Lisboa by lights” Residence Palace – Bruxelas
Março 1993 – “Luzes às cores” Cine- Teatro S. João – Palmela
Março 1994 – “Lisboa às cores” Montepio geral – Lisboa
Abril 1994 – “Lisboa” Bar Tertúlia – Bairro alto – Lisboa
Setembro 1995 – “Moita, Cores fugidias” Mutualidade da Moita – Moita
Janeiro 1998 – “Lisboa Luz” Montepio Geral – Lisboa
Maio 1998 – “Eléctrico 28, Crónica de um Percurso” – Sala do Risco – Lisboa
Agosto 1999 – “Elogio da Dança” festival de Sintra – Seteais
Janeiro 2001 – “Sentiments d’un occidental” (vistas de Lisboa) Fórum
Schlumberger – Montrouge – Paris
Abril 2001 – “Transforma-se o amador na coisa amada” – monumentos ao 25
de Abril/74 Cine-Teatro S. João – Palmela
Maio 2001 – “Lugares Habitados” (galeria de retratos de reclusos do Pinheiro
da Cruz) Museu Municipal – Santiago do Cacém
Setembro 2002 – “Horas de trabalho no Campo – Rostos da Terra” – Festa do
Avante – Amora, Seixal
Janeiro 2003 – “Paixões assolapadas” – Instituto Piaget - Almada






Publicações :
Formas de Liberdade. O 25 de Abril na arte publica portuguesa. Texto de
Arlindo Mota. Edição Montepio Geral.
O Eléctrico 28. Crónica de um percurso. Texto de José Augusto França. Livros
Horizonte.
Gastronomia Costa Azul. Edição 2000, Região de Turismo da Costa Azul.
Centro histórico de Santiago do Cacém. Texto de Carlos Sobral. Editora Colibri.
Avd. Bombeiros Voluntários Lote 4 r/c B
2950-209 Palmela
Tel: 212330259
Tm: 917113860






Monte Olivete, Minha aldeia. Texto de José Augusto França. Livros Horizonte.
“Eça de Queiroz, considerações de um gastrenterologista” . Texto de Ireneu
Cruz. Edição da sociedade Portuguesa de Gastrenterologia
Luíza Tody . Textos de Vitor Luís Eleutério . Edição Montepio Geral
História do Grémio Literário.– Texto de José Augusto França. Livros Horizonte
Ruy de Carvalho, Um actor no palco da vida. Edição Novo Imbondeiro
Gastronomia na Costa Azul. Edição 2006, Região de Turismo da Costa Azul.
Avd. Bombeiros Voluntários Lote 4 r/c B
2950-209 Palmela
Tel: 212330259
Tm: 917113860













Exposições individuais:
Maio 1982 - “Rostos na Cidade” - Mercado do Livramento – Setúbal
Novembro 1984 – “Pó de Palco” Academia Almadense – Almada
Outubro 1992 – “Lisboa by lights” Residence Palace – Bruxelas
Março 1993 – “Luzes às cores” Cine- Teatro S. João – Palmela
Março 1994 – “Lisboa às cores” Montepio geral – Lisboa
Abril 1994 – “Personagens e Interpretes” Bar Tertúlia – Bairro alto
– Lisboa
- “Personagens e Interpretes” Bar inicio - Lisboa
-
Setembro 1995 – “Moita, Cores fugidias” Mutualidade da Moita –
Moita
Janeiro 1998 – “Lisboa Luz” Montepio Geral – Lisboa
Maio 1998 – “Eléctrico 28, Crónica de um Percurso” – Sala do
Risco – Lisboa
Agosto 1999 – “Elogio da Dança” festival de Sintra – Seteais
Janeiro 2001 – “Sentiments d’un occidental” (vistas de Lisboa)
Fórum Schlumberger – Montrouge – Paris
Abril 2001 – “Transforma-se o amador na coisa amada” –
monumentos ao 25 de Abril/74 Cine-Teatro S. João –
Palmela
Maio 2001 – “Lugares Habitados” (galeria de retratos de reclusos
do Pinheiro da Cruz) Museu Municipal – Santiago do
Cacém
(Reposições na Delegação De Setúbal da Ordem dos Advogados e
no espaço de Exposições do Ministério da Justiça no Terreiro do
Paço)
Outubro 2001 – Patriarcal – Principe Real – Lisboa
Setembro 2002 – “Horas de trabalho no Campo – Rostos da Terra”
– Festa do Avante – Amora, Seixal
Janeiro 2003 – “Paixões assolapadas” – Instituto Piaget - Almada
Janeiro 2009 - Lisboa em Tomar – Galeria municipal de Tomar
Outubro 2010 - “Pós de palco” - Galeria de Exposições do Teatro da
Malaposta
Fevereiro 2011 - “Lisboa Revisitada” Galeria Café dos Artistas
Lisboa
Exposições colectivas
- Parque do bomfim Setúbal
Junho 2003 - “Para um discurso sobre a Liberdade: Homens e
Pássaros
Janeiro de 2010 – 25 Artistas Contemporâneos – Galeria Municipal Tomar







**Publicações :
Formas de Liberdade. O 25 de Abril na arte publica portuguesa.
Texto de Arlindo Mota. Edição Montepio Geral.
O Eléctrico 28. Crónica de um percurso. Texto de José Augusto
França. Livros Horizonte.
Gastronomia Costa Azul. Edição 2000, Região de Turismo da Costa
Azul.
Centro histórico de Santiago do Cacém. Texto de Carlos Sobral.
Editora Colibri.
Participação em “A Luz Oculta da serra da Arrábida” - Centro de
Estudos Bocageanos
Monte Olivete, Minha aldeia. Texto de José Augusto França. Livros
Horizonte.
“Eça de Queiroz, considerações de um gastrenterologista” . Texto
de Ireneu Cruz. Edição da sociedade Portuguesa de
Gastrenterologia
Luíza Tody . Textos de Vitor Luís Eleutério . Edição Montepio Geral
História do Grémio Literário.– Texto de José Augusto França.
Livros Horizonte
Ruy de Carvalho, Um actor no palco da vida. Edição Novo
Imbondeiro
Gastronomia na Costa Azul. Edição 2006, Região de Turismo da
Costa Azul.
Roteiro das Bibliotecas públicas do distrito de Setúbal 1997
Roteiro das Bibliotecas públicas da região de Setúbal 2010
Palhaço de Mim Mesmo – Capa – 2005
Histórias de Teatro – TAS 30 anos – Participação – 2005
O Conto de Inverno – Cornocópia – Capa – 1994
Sabores da costa Azul de Celste Cavaleiro - 2006
oficinas
Folha da Era
CCD de Torres Vedras
Faculdade de Letras de Lisboa – Centro de Estudos
Outras participações
Colóquio Internacional “Imagens de Uma Ausência” FLUL – centro
de Estudos de Teatro
- Cenas fotográficas – testemunhos de milagres
Professor na Universidade Sénior de Setúbal desde 2008
Colaborador na Rádio Azul em Setúbal




créditos fotográficos da Galeria Paula Cabral:


PEDRO SOARES




terça-feira, 18 de janeiro de 2011

ARTISTAS/ pag 4 _ Cristina Leiria












Nasce em Lisboa a 25 de Abril de 1946. Vive em Moçambique entre os 2 e os 17 anos.
Forma-se em arquitectura na Escola Superior de Belas Artes em Lisboa e especializa-se em planeamento num curso de pós-graduação, Developement Planning Unit, da University College em Londres; motivada pela influência do ambiente na saúde e bem-estar, aprofunda estudos sobre Feng Shui, em Macau, China e Japão e sobre Electromagnetismo, em França.
Trabalha como arquitecta no Reino Unido, Moçambique, Zimbabwe, África do Sul, Portugal e Macau.
A partir de 1992, paralelamente à arquitectura, retoma a escultura iniciada na adolescência com a criação de protótipos para Elan de Mãe e Presépio Holístico. A maioria das esculturas são concebidas a partir do barro e passadas posteriormente para outras escalas, em diversos materiais especialmente: cristal, bronze, prata, estanho, pedra.
Desde 1995, algumas destas obras, mais de 200 peças únicas e 27 esculturas reproduzidas em série, têm sido editadas em cristal pelo prestigiado Grupo Vista Alegre/Atlantis.
"A sua obra cresce no seio de diversos temas como: a Vida, o Amor, a Família, o Mar, o Divino, … todos unidos por uma invisível linha de coerência universal e expressa em formas depuradas que falam a todos a mesma linguagem feita de amor, equilíbrio e de serenidade. Mas, é em 1999 que a experiência artística, encetada por Cristina Leiria, atinge a absoluta congruência entre os objectivos espirituais, sociais e arquitectónicos, com a concretização do Centro Ecuménico Kun Iam" *Citações do Prof. Fernando António Baptista Pereira.
Neste Centro, em forma de Flor de Lótus, situado numa ilha artificial criada para o efeito no Rio das Pérolas, em Macau, ergue-se a estátua de Kun Iam, (ou Guan Yin), deusa do amor, misericórdia e compaixão, em bronze, com 20.00m de altura.
A sua intervenção na humanização da vida urbana, pela Arte Pública, tem continuado, entre outras, através das seguintes obras:
Kun Iam e Flor de Lótus, em bronze polido, 2.70m, sobre um pequeno lago nos jardins da casa de Macau em Lisboa, 2002. Elan de Mãe, em pedra branco-mar, 3.00m, no Parque Marechal Carmona em Cascais, 2003. Vela ao Vento, em bronze patinado, 12.00m, numa rotunda à entrada de Tavira, 2003. Barco à Vela, em bronze polido, 3.00m, assente numa onda em mármore branco, na Marina de Cascais, 2007.

Av. DAS COMUNIDADES EUROPEIAS, TORRE D2 -2ºA, 2750-660 CASCAIS – PORTUGAL
+351 Tel/Fax 214.865.108 –Telemóvel 918.340.899 – 917.890.748
crisrochlei@gmail.com - www.cristinarochaleiria.com

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

ARTISTAS/ pag 3_ Eduardo Santos Neves

EDUARDO SANTOS NEVES

Lic. em Artes Plásticas – Pintura Escola Superior de Belas Artes Lisboa . Prof. de Artes Visuais



..., autor cuja disponibilidade se avalia melhor nas duas últimas décadas, trabalha assim uma espécie de ensaio sobre a natureza da pintura, quer em termos de representação, quer no confronto entre registos e citações. Os seus quadros são estruturados a partir do legítimo recurso a representações de outras pinturas, fragmentos delas em novos enquadramentos, mantos escarlate das indumentárias pós-cristãs, valores plásticos arrebatados a diversos contextos e servindo de cenário à reflexão a preto e branco de cenas, rostos, pedaços do mundo vivido, por vezes sugerindo a verosimilhança fotográfica da primeira metade do século XX.
Toda esta metodologia que desconstrói referências importantes da pintura representativa para as reconstruir em inusitados recursos de geminação, assim e de modo semelhante, vem colocar em termos de investigação a mecânica e a cultura do processo visual, mas abre caminhos inseridos, congregados, por vezes irónicos ou verdadeiramente contundentes, em que se desdobram ou concentram incisões críticas sobre as falsas magias de mundos litúrgicos, alusões ao poder fantasmático que tantas vezes tutelou torturas inquisitoriais, poder após poder, a arte como testemunho reelaborado da consciência crítica. Os símbolos do martírio que a religião aponta a ocidente (a oriente também, afinal) ligam-nos à sobrevivência intencional da representação e à consciência dos mártires no século XX, apesar das alienações da mera proposição estética, tantos genocídios entretanto.

ROCHA DE SOUSA

PINTURA NA PINTURA_por Rocha de Sousa

Vejo em redor o espectáculo da pintura povoado de figuras sobrepostas, conotadas com os personagens de outras memórias ou de outras representações, e tenho a sensação de que é possível desmontar as falsas colagens, descobrindo possíveis sentidos na complexa alegoria onde a memória desempenha um papel importante, a par da dolorosa convocação do ser no acto de ver. Eduardo Neves, autor cuja disponibilidade se avalia melhor nas duas últimas décadas, trabalha assim uma espécie de ensaio sobre a natureza da pintura, quer em termos de representação, quer no confronto entre registos e citações. Os seus quadros são estruturados a partir do legítimo recurso a representações de outras pinturas, fragmentos delas em novos enquadramentos, mantos escarlate das indumentárias pós-cristãs, valores plásticos arrebatados a diversos contextos e servindo de cenário à reflexão a preto e branco de cenas, rostos, pedaços do mundo vivido, por vezes sugerindo a verosimilhança fotográfica da primeira metade do século XX. E os políticos, os eventuais gestores que nos sobram a cada esquina. Falamos assim de quadros sobre quadros, mistura por planos inseridos também e na qual se definem anatomias humanas, alinhamentos parietais de senhores enchapelados, com bengala, juntos, repetidos e vandalizados na horizontal por ocultações a vermelho, trincha da revolta que parece assumir desagravos pela morte do corpo nu, deitado no chão, primeiro plano perto de nós, observadores, procurando descodificar a natureza dos sinais. O homem, só visível do tronco aos tornozelos, modelado em cinzas, aparece deitado ao comprido e sobre um resto de pano branco enrodilhado por baixo da cintura. Dir-se-á que, aquém ou além dos senhores em grupos, porventura figuras de um republicanismo tormentoso, nos encontramos diante da hipotética convocação do ser em Cristo tumular, imagem dolorosa pela aparente impossibilidade da ressurreição.


Há, em todo este percurso, uma certa visitação da História e da pintura, aliás pela intencional escolha de formações clássicas, pela concentração em fragmentos ampliados de obras de Velásquez servindo de fundo ou contexto ao exercício problematizado da visão. Visão e sua mobilidade em múltiplos planos e tempos, contrastes do preto e branco, citações dilaceradas ou feridas por posteriores rascunhos, figuras ilusórias à frente e atrás, uma questionação que abarca tanto a geometria do espaço como a obstrução deste pela dilatação de panejamentos, do próprio rosto de algum personagem pretérito, por uma das «meninas» do quadro de Velásquez, ela a espreitar os olhos do pintor e as suas mãos que seguram o espelho mítico onde só resta a desfocada imagem do observador manipulado e não as vagas silhuetas do rei e da rainha. Toda esta metodologia que desconstrói referências importantes da pintura representativa para as reconstruir em inusitados recursos de geminação, assim e de modo semelhante, vem colocar em termos de investigação a mecânica e a cultura do processo visual, mas abre caminhos inseridos, congregados, por vezes irónicos ou verdadeiramente contundentes, em que se desdobram ou concentram incisões críticas sobre as falsas magias de mundos litúrgicos, alusões ao poder fantasmático que tantas vezes tutelou torturas inquisitoriais, poder após poder, a arte como testemunho reelaborado da consciência crítica. Os símbolos do martírio que a religião aponta a ocidente (a oriente também, afinal) ligam-nos à sobrevivência intencional da representação e à consciência dos mártires no século XX, apesar das alienações da mera proposição estética, tantos genocídios entretanto.














Eduardo Santos Neves
Calç. do Monte 33 c/v esq. 1170-250 Lisboa 21.8867329

sábado, 1 de janeiro de 2011

ARTISTAS/pag 2 _Helena Lousinha


excerto do catálogo da exposição "Ailleurs"





Sombra sobre sombra, pele sobre pele

Entre a morte e o sonho existe um espaço ou talvez um gesto, desses gestos fugidíos onde se esconde a singularidade do sentido, onde se dissimula a luz que dá vida a todo o resto. É nesta cisura entre o visível e o invisível, entre aparência e revelação que nos encontramos.
Seria incapaz de falar desta pintura sob um plano que seja rigorosamente iconográfico, não nos esqueçamos que a pintura não é uma simples criação de imagens, é antes de tudo uma prática. E portanto, a pintura não é um instantâneo, o tempo da pintura não se conta, não se corta, não se regula, está simplesmente contido nela. A pintura é principalmente uma história de camadas de cor que se depositam umas após as outras. A pintora sabe que as primeiras camadas têm tendência a querer voltar a superfície, sabe que estas epidermes são também profundidade da memória. A luz que se encontra não é a reprodução factícia da luz física, mas algo que vem das profundezas dos primeiros estratos, a luz que se encontra nestes quadros é memória, sempre, uma opacidade com a transparência do tempo. Porque a memória é opaca apesar de irreal.
Helena não trabalha com luz mas com sombra. Talvez seja significativo o facto de ela viver numa terra onde a vida esteja situada na sombra, à sombra; e vi sua pintura escurecer desde que ela vive no Alentejo terra de luz, de luz em excesso, de tanta luz que esta acaba por ser uma superficie virgem onde tudo resta por fazer. Talvez a sua pintura se aparenta a este gesto de aplicar um véu sobre a nudez, a nudez árida das coisas. O pequeno pudor de um véu epidérmico. As escâncaras não se consegue ver nada.
A pintura da Helena escapa ao mundo da imagem e portanto da velocidade; quero dizer que aqui o tempo é pura duração, que aqui se encontra o potencial da sua pintura para abrandar o tempo para crucificá-lo e recriá-lo outra vez em varios tempos que se sobrepoêm que lutam constantemente entre eles. Vários tempos/epidermes nos quais se ouve um esfregar por vezes suave como o sussuro de uma folha que cai, por vezes rugoso como a terra gretada de Agosto.
Trata-se aqui de aflorar na tela, de fazer subir até a palpação algo de profundamente enraizado. Talvez esse algo seja da ordem da ausência, de uma ausência subterrânea donde esses corpos nascidos sem cordão umbilical parecem provir, esses corpos que lentamente dolorosamente regressam á posição fetal, esses corpos que por vezes nem conseguem emergir por ficar atrás. Atrás de uma pintura de Helena Lousinha há sempre um corpo à espera.
Helena relembra-nos sempre e sempre que somos feitos de uma coisa chamada «sentir» e que, no seguimento desta aproximação sensitiva, a visão que nos é oferecida não pode ser outra coisa do que uma imanência e de maneira nenhuma uma imagem ou um signo. Como se para cada camada de tinta ela tirasse uma do mundo, como se a pintura pre-existisse a tudo e que nos bastasse um olhar paciente.
A aproximação pictural da realidade da artista não se coloca unicamente na esfera do «visual». Como se o real fosse uma ferida que ela tentasse cicatrizar aplicando algo da sua própria pele; é com este lento e doloroso trabalho que ela nos oferece. Leva o seu tempo impregnar-se dessas pinturas como leva tempo acariciar a pele do corpo amado com os seus rastos, os seus desgastes, os seus sinais, as suas feridas. E assim como esta pele que pensamos conhecer por dormir com ela, por fazer amor com ela, esta pintura é um desafio para o nosso olhar, de um lado pensamos conhecê-la, e por outro lado não conseguimos abrí-la, subir até a sua origem, desfazer o enigma.
Jean Pierre Santos Martins
Junho de 1996
Do catálogo da exposição na Galeria Gymnásio em Setembro de 1996
_______________
Helena Lousinha de nacionalidade portuguesa, nasceu em 1952 em Casablanca (Marrocos), vive e trabalha no Alentejo – Portugal desde 1986.
1977 / 1978 - Curso de formação artística, na S.N.B.A. - Lisboa.
1980 / 1986 - Formação em pintura no AR.CO (Centro de Arte e Comunicação) Lisboa.
Cursos intensivos de: Historia da Arte
A Essência – Entidade de Cor
Técnica de Fresco
Exposições colectivas – selecção:
1983: I Bienal Arte jovem Chaves. 1984: IV. Bienal Vila Nova de Cerveira; Sociedade Nacional Belas Artes, Lisboa “10 Anos depois do 25 Abril”. 1985: “Jovens pintores” S. Lourenço – Almancil; II Bienal Arte jovem Chaves; “Pequeno formato” Estoril. 1986:III Exposição de Artes Plásticas – Fundação Calouste Gulbenkian. 1987: II Exposição de Arte Ibérica – Campo Maior e Cáceres; “Jogos” Galeria Arcada – Estoril;” Pequeno Formato” Estoril. 1988: “Arte jovem portuguesa” Mindelo – Cabo Verde; “5 Mulheres do Alentejo” S. Lourenço – Almancil. 1989: “Arte contemporânea” Col. Volker e Marie Huber – Loulé. 1990:” Suporte papel II – Figurativo” Galeria Arcada – Estoril; Exposição prémio João Hogan – Lisboa; Bienal Lagos – Lisboa / Lagos; Galeria de S. Bento – Lisboa. 1992: Dia da Mulher – Galeria Municipal de Almada; Convento de S. Francisco – Mértola;” Port. Arte” Feira de Arte – Portimão; Galeria Veredas – Sintra. 1993: Galeria de Arte do Conde Redondo – Lisboa. 1995: “Não às Naturezas Mortas” Amnistia Internacional – Mitra – Lisboa. 1997: Convento do Espírito Santo – Loulé; Marca – Madeira. 1998: Arte de Portugal na Alemanha – Meebusch – Dusseldorf. 1999: Galeria Municipal – Fitares – Sintra;”Arte contemporânea Anos 90” Galeria Novo Século – Lisboa; Feira Arte Contemporânea Lisboa – stand Galeria Novo Século. 2000:” ARCO” Madrid – stand Galeria Novo Século; Werkraum Godula Buchholz – Denklingen – Alemanha. 2001: “Iniciar” Galeria EDIA – Beja;” 9 Artistas” Mouraria Galeria de Arte – Funchal; VII Bienal Artes Plasticas – Montijo; Modulo 2´5 x 2´5 – Beja. 2004: “Homenagem a Wenceslau de Morais”- Gymnásio- Lisboa.
Exposições individuais
1987 - “Paixão pinturas” – Clube 50-Lisboa
- Galeria Arcada – Estoril
1989- Galeria Triângulo 48 – Lisboa
1991 - Galeria Triângulo 48 - Lisboa
1992 - Galeria Municipal de Castro Verde
- Galeria Veredas – Sintra
1995 - “O lugar secreto, Minas de S. Domingos” – Galeria Escudeiros Beja
1996 - Galeria Municipal Gymnásio – Lisboa
1999 - “Emergências”- Galeria Novo Século - Lisboa
2000 - Forum Municipal - Castro Verde
-“Je dors mais mon coeur veille” – Galeria Novo Seculo-Lisboa
2005 -“Presenças” – Forum Municipal Castro Verde
2006-2008 -“Olhares sobre um lugar - Mina São Domingos” - Montemor-o-Novo,
Alvito, Castro Verde, Almodôvar, Serpa, Sines, Beja, Estremoz, São
Domingos, Sacavém.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

ARTISTAS / pag.1 _ Luisa Nogueira

Nota primeira:
Iremos ,no espaço de tempo em que esta exposição agora patente na
Paula Cabral-Art Gallery/Café dos Artistas, publicar elementos e críticas que melhor dêem a conhecer a um público por certo interessado ,o percurso e a poética de cada um.
Sem escolha ou sorteamento antecipado começamos por LUISA NOGUEIRA cuja "história" é sempre uma constante no espaço plástico português.








______________________________________




Luisa Nogueira na colectiva

"OS ANJOS DESCERAM À CIDADE"

Paula Cabral - Art Gallery / Café dos Artistas

de 22 de dezembro de 2010 a 31 de janeiro de 2011

terça a domingo das 10:00 ás 20:00



Publicamos hoje a mais recente critica/texto publicada pelo JL jornal de letras ,artes & ideias da autoria de Rocha de Sousa .


OLHARES
Rocha de Sousa

Luísa Nogueira

Reencontro Luísa Nogueira viajando muitos anos atrás, talvez também a integrar as viagens ao estrangeiro, pela ESBAL. Se não foi esta a aventura em que a reconheço, se foi outra, atravessando Espanha em círculo, isso não importa: o que importa é sabê-la ainda presa ao mesmo sonho, o da pintura, ou dos seres desconhecidos, um riso tímido atrás do cavalete, o óleo macio, discreto, encantatório. Essa rapariga desapareceu um dia, após o curso, mas encontrei-a de passagem numa exposição entre os espelhos do Estoril, talvez naquele grupo que me saudou, inteiro e de boa memória, trinta anos depois de ter frequentado as minhas aulas. No cartaz da exposição «Entre Bichos», o rosto de Luísa parece indiciar o seu desaparecimento, uma máscara de substituição — ou talvez, e apenas, a lapidar passagem do tempo. Luísa faz-se representar pela sua obra, não pelo seu retrato fotográfico.
Bichos e névoas, rostos suspensos e chamamentos, que mal há nisso, que desonra? Tu estás aí e és feita da mesma verdade dita por outras verdades, nada se decreta em arte, o imaginário liberto reinventa o mundo, coisas, seres amigos, almas de nenhum lugar, sempre remotas, sempre resgatáveis.

Um trabalho incansável
Luísa Nogueira é licenciada em Pintura pela Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa — e em Design de Interiores pelo IADE. Diplomou-se em gravura pela Academie Royale des Beaux-Arts, Bruxelas. De 1974 a 1980 foi bolseira da Secretaria de Estado da Cultura para estagiar em Bruxelas, onde frequentou cursos de cerâmica (École d'Art d' Ixelles) sob a orientação dos professores Claude Lyr, Emile Maens, Francis Brichet, Swyngedau e Jorge Meurant.
Esta pequena nota, dedicada a momentos da formação da pintora, é concluída por uma outra do seguinte teor:
Num neo-figurativismo de forte pendor surrealizante. Luísa Nogueira propõe-nos a hipótese de mundos interiores povoados por seres imaginários que, num ambiente íntimo e feminino, nos desafiam a participar dessa aventura que é desvendar os trilhos de uma tela.
Penso que o trabalho diário de Luísa Nogueira é mais do que isso e não tem fronteiras tão fáceis, ainda que o pareça.

A reinvenção do nosso mundo, entre o conflito e o jogo lírico
De súbito, e de quando em vez, a terra treme, pulsando no limite, e os seres e as coisas parecem estar em vias de saltar no espaço. Este parecer decorre de muitas das nossas experiências visuais, perante explosões a céu aberto ou numa hipotética cena fílmica. Lembram factos noticiados, que se julgam em termos analógicos, entre publicações de papel, porventura de novo no cinema e na fotografia documental.
O pesquisador em atelier (de pintura, escultura ou desenho e suas derivantes) parece estar longe de se confundir com o artesão dos cortes e recortes rotineiros, mesmo quando livremente os toma para si, contando formações obscuras e histórias de criança.





2 Artesão e pintor justapõem-se muitas vezes, vivem de sonhos afinal próximos.
Penso que Luísa Nogueira preenche as duas atitudes, com as respectivas capacidades: porque, analisando os seus quadros e essas montagens plurais, dispersivas, por vezes em leque, quase todos os elementos de cada obra, ainda que possam vogar acima de horizontes desfocados ou descer vagamente sobre eles, partem e chegam de vários teatros à italiana, oblíquos, distorcidos, repartidos em diferentes percepções do visível. Luísa entendeu muito bem esses dados inspiradores ao absorver o destino de cada aparição descida do imaginário, entre memórias de infância e portes sumptuários de certas alegorias do espírito. No espaço tridimensional onde o Piccolo Teatro di Milano nos mostraria alegres Arlequins saltando em contraponto, ou atirando de um lado para o outro da sala florida travessas prontas a servir, Luísa Nogueira poderá agitar de forma semelhante histórias assaz diferentes. Há ali mundos imaginários que exprimem personagens em busca de autor. Eu vejo diversas aves, súbitas, ancoradas, espreitando. Um frango mutante, ou dois, ou mais, entre gavetas tombadas, aquários, papéis publicitários, tudo coroado por céus verdes e amarelados. Entre leves castanhos e tons bege, permutados por cinzas e vagas traves, elevam-se formas orgânicas, talvez mais propriamente panejamentos, vestidos soprados em vela, cabeças procurando a salvação longe, absorvidas por ventos talvez uivantes.
Assim Luísa Nogueira nos visita e nos revela, na conflitualidade criadora cujo fecho pictórico, surreal de certa maneira, determina vagas metamorfoses distorções expressonistas. Numa cadência cromática, pausada e branda, quase sempre lírica.


_______________

Luísa Nogueira_cv

Exposições Individuais
2010
Arc16 Galeria de Arte,(Faro,Portugal)
2006
MAC- Movimento Arte Contemporânea, (Lisboa, Portugal)
2005
Sala Damião de Góis, Embaixada de Portugal (Bruxelas, Bélgica)
2004
Centro Cultural da Câmara Municipal de Velas (S. Jorge – Açores)
MAC- Movimento Arte Contemporânea, (Lisboa, Portugal)
2002
MAC- Movimento Arte Contemporânea, (Lisboa, Portugal)
2001
Maison Communale de Silly
2000
MAC- Movimento Arte Contemporânea, (Lisboa, Portugal)
1999
Sala Damião de Góis, Embaixada de Portugal (Bruxelas, Bélgica)
1998
Pátio Alfacinha, “Pintura”, (Lisboa, Portugal)
1997
MAC- Movimento Arte Contemporânea, “Grupumus”, (Lisboa, Portugal)
1996
Centro Cultural de Bruxelas - Espace St. Nicolas (Bruxelas, Bélgica)
Espace Senghor (Bruxelas)
1995
Associação de Estudos e Defesa do Património Histórico-Cultural (Silves, Portugal)
1994
Sala Damião de Góis, Embaixada de Portugal (Bruxelas)
Galeria Igrego (Lisboa, Portugal)
1992
Museu da Água (Lisboa, Portugal)
Casa Museu Nogueira da Silva (Braga, Portugal)
1991
Galeria Soctip, Casino de Vilamoura (Vilamoura, Portugal)
1990
Galeria Ygrego (Lisboa, Portugal)
1988
Cooperativa de Gravadores Portugueses (Lisboa, Portugal)
1985
Galerie La Forge (Bruxelas, Bélgica)
1984
Galeria Ocarina (Lisboa, Portugal)
Museu de Angra do Heroísmo ( Angra do Heroísmo, Portugal)
Galerie La Forge (Bruxelas, Bélgica)
1982
Galerie La Forge (Bruxelas, Bélgica)
1981
Galerie La Forge (Bruxelas, Bélgica)
1977
Galerie Saint Michielis (Gent, Bélgica)
1976
Galerie 34 (Bruxelas, Bélgica)
Exposições Colectivas
Galeria S.Mamede (Lisboa, 1974); Galeria Diedro (Leiria, 1974); Mettiers d'Art de Ia Provence du
Brabant (Bruxelas, 1975); Grupo de Artistas "Euro-Árabe" Beffroid (Namur – Bélgica, 1976); Chateau
Malou, "Expotion Safari" (Bélgica, 1976); Galerie L'Oeil Sauvage (Bruxelas, 1976); Galeria Freie
Berliner Kunstausstelung (Berlim, 1976); Exposição Nacional de Gravura - Fundação Calouste
Gulbenkian ( Lisboa, 1977); Museu Soares dos Reis (Centro de Arte Contemporânea – Porto, 1977);
Programa da Cultura Portuguesa (Madrid, 1977); Arte Portuguesa Contemporânea (Belgrado e
Atenas, 1977); Exposição Nacional de Gravura (Funchal, 1978) integrada na Exposição Gravura
Portuguesa Contemporânea (Rio de Janeiro, Brasília, Pará, Recife e Belo Horizonte); Representação
Portuguesa na VI Bienal Internacional de Artes Gráficas de Florença (Itália, 1978); Societé General
de Banque (Louvain, Bélgica, 1979); II Exposição Nacional de Gravura, Fundação Calouste
Gulbenkian (Lisboa, 1979); "Galerie Alfican" (Bruxelas, 1980); "Graveurs de Bruxelles" Mettiers d'Art
du Brabant (Bruxelas, 1980); "Art Infarct" Lathem Saint-Martin (Bélgica, 1980); Anos de Gravura,
Academie Royale des Beaux-Arts de Bruxelles, Hotel de Ville (Bruxelas, 1980); Salão de Gravura,
Galeria de Arte do Casino do Estoril (Estoril, 1980); III Exposição Nacional de Gravura, Fundação
Calouste Gulbenkian (Lisboa, 1981); Salon d'Eté, Galerie La Forge (Bruxelas, 1981); Congresso
Português de Cardiologia, Exposição de Gravura (Lisboa, 1981); Papel como Suporte e Perspectivas
Actuais de Arte Portuguesa, Sociedade Nacional de Belas Artes (Lisboa, 1983); I Exposição de Arte,
Banco de Fomento Nacional (Lisboa, 1983); Pequeno Formato, Cooperativa Árvore (Porto, 1984);
Mostra de Lagos (Lagos, 1984); Bienal de Baden-Baden (Alemanha, 1984); Exposição de Artes
Plásticas do Clube Naval de Lisboa (Lisboa, 1984); Bienal de Vila Nova de Cerveira (Vila Nova de
Cerveira, 1984); Exposição de Gravura, Museu de Setúbal (Setúbal, 1985); Galeria Palma (Lisboa,
1895); Homenagem a Almada Negreiros, Secretaria de Estado da Cultura (Lisboa, 1985); Bienal de
Vila Nova de Cerveira (Vila Nova de Cerveira, 1986); Exposição de Gravura, Junta de Turismo
(Estoril, 1986); Greenhill Gallery (Lagos, 1986); IV Bienal de Gravura, Fundação Calouste Gulbenkian
(Lisboa, 1987); Salão de Verão, Colectiva de Gravura e Pequeno Formato, Galeria de Arte Casino do
Estoril (Estoril, 1989); "Rembrandt e Arte Actual Portuguesa", Galeria Ygrego (Lisboa, 1989);
Palimpse(x)tos, Colectiva de Pintura, Galeria Soctip, (Lisboa, 1990); Fantástico na Arte Portuguesa,
Galeria Nártice (Lisboa, 1990); Colectiva de Pintura, Galeria Sintra, (Sintra, 1990); Colectiva de
Gravura, Galeria Viragem (Cascais, 1990); Salão de Outono, Galeria do Casino do Estoril (Estoril,
1990); "A Luz sobre as Telas", Hotel Altis (Lisboa, 1991); Colectiva de Gravura, Galeria Nártice
(Lisboa, 1991); Colectiva de Apoio à Viragem, Galeria de Arte do Casino do Estoril (Estoril, 1991);
Colectiva de Apoio à Viragem, Galeria Liberdade 190 (Lisboa, 1991); Colectiva de Gravura
-"Tendências", Galeria Arcada (Estoril, 1991); "Pequeno Formato", Casino do Estoril (Estoril, 1991);
Colectiva de Gravura, Galeria João Hogan (Lisboa, 1991); Exposição Nacional de Pintura (Coimbra,
1991); "Portugal em Abril", Pavilhão Paz e Amizade (Loures, 1991); "As Filhas de Eva", Galeria
Soctip (Lisboa, 1991); I Bienal de Artes do Concelho do Sabugal, Biblioteca Municipal (Sabugal,
1991); Salão de Outono, Galeria do Casino do Estoril (Estoril, 1991); Artistas em Portugal", Salão
Nobre do Estádio do Sport Lisboa e Benfica (Lisboa, 1991); Artajuda, Galeria de Arte da Casa do
Pessoal da R.T.P. (Lisboa, 1991); "Pequeno Formato", Galeria Viragem (Cascais, 1991); "Pequeno
Formato", Galeria de Arte do Casino do Estoril (Estoril, 1992); Gravadores Portugueses - Alguma
Gravura Actual", B.G. Arte (Viseu, 1992); Feira de Arte de Portimão (Portimão, 1992); Colectiva,
Cooperativa de Gravadores (Lisboa, 1992); Colectiva Pintura, Atelier Victor Barros (Bruxelas, 1993);
Colectiva Pintura, Galeria Arte e Mania (Lisboa, 1993); Exílio de Lugar em Lugar", Galeria Escudeiros
(Beja, 1993); Galeria Botelho Girão (Viseu, 1993); Colectiva Pintura, Galeria St. Joana (Aveiro, 1993);
Exposição de Artesãos Alentejanos (Borba, 1994); "2éme Biennale de Ia Rencontre Bruxellois",
Maison Communale de Laeken (Bruxelas, 1994); "Cinco Anos de Pintura" Colectiva Museu da Água
(Lisboa, 1994); XIII Salão de Outono, Galeria do Casino do Estoril (Estoril, 1994); "Mostra por
Amostra", Sala Damião de Goes, Embaixada de Portugal (Bruxelas, 1994); "Criatividade 95" Câmara
Municipal (Reguengos de Monsaraz, 1995); Salão de Pequeno Formato, Galeria do Casino do Estoril
(Estoril, 1995); Anos de Arte Portuguesa", Sala Damião de Goes, Embaixada de Portugal (Bruxelas,
1998); Aniversário - Galeria Movimento Arte Contemporânea (Lisboa, 1997); Colectiva "Movimento
Arte IV", Mac (Lisboa, 1997); "Olhares sobre o Côa", Câmara Municipal de Vila Nova de Castelo
Rodrigo (Foz do Côa, 1998); Casa Cultural de Castelo Rodrigo (1998); "Os Primeiros de 1998",
Galeria Movimento Arte Contemporãnea (Lisboa, 1998); Aniversário da Galeria Movimento Arte
Contemporânea (Lisboa, 1998); Colectiva, Museu da Água (Lisboa, 1998); MAC - Movimento Arte
Contemporânea (Lisboa, 99-2000); 80º Aniversário sa Sociedade de Estomatologia na Reitoria da
Universidade Clássica de Lisboa ,MAC (Lisboa, 1999); Abertura do ano escolar universitário na
Reitoria da Universidade Clássica de Lisboa ,MAC (Lisboa, 1999); IFADAP Culturgest CGD, MAC
(Lisboa, 1999); Festival Internacional do Imaginário, MAC (Abrantes, 1999); Exposição comemorativa
do Encontro de Intelectuais Portugueses e Cabo-verdianos, MAC (Cabo Verde, 2000); Centro
Cultural de Celorico da Beira/Linhares, MAC (2001); Reitoria do Instituto Politécnico de Lisboa, MAC
(Lisboa, 2002); MAC - Movimento Arte Contemporânea (Lisboa, 99-2004); Centro Cultural e de
Congressos de Angra do Heroísmo / MAC-Movimento Arte Contemporânea (Açores, 2004); MACMovimento
Arte Contemporânea (Lisboa, 2005/2006);Paula Cabral-Arte Gallery(Lisboa 2010/11).

Prémios
2003
“MAC’2003- Carreira”, MAC - Movimento Arte Contemporânea, (Lisboa, Portugal)
2001
“MAC’2001- Pintura”, MAC - Movimento Arte Contemporânea, (Lisboa, Portugal)
1999
“MAC’99-Mérito Pintura”, MAC - Movimento Arte Contemporânea, (Lisboa, Portugal)
1997
“MAC’97-Mérito”, MAC - Movimento Arte Contemporânea, (Lisboa, Portugal)
1992
Menção Honrosa na Port-Arte (Portimão, Portugal)
1991
Prémio de Pintura Pequeno Formato Galeria Viragem (Cascais, Portugal)
Prêmio de Gravura do Museu de Setúbal (Setúbal, Portugal)
1980
Prix du Gouvernement et de Ia Ville de Bruxelles (Bruxelas, Bélgica)
1979
Prémio Edição da II Exposição de Gravura, Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa, Portugal)
Representada
Está representada em várias colecções particulares em Portugal e no estrangeiro, assim como em
instituições: Museu Angra do Heroísmo (Açores), Banco de Fomento Nacional (Lisboa), Banco de Portugal
(Lisboa), Assembleia da República (Lisboa).
Editada por
Cooperativa Gravadores Portugueses ( Lisboa)
Galeria S. Bento (Lisboa)


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