quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

CONVITE - Lançamento do Livro de Contos e Fotografia "Ruas Ermas" - DIA 6 DE JANEIRO ÀS 19h00







Caros amigos,

Temos o prazer de os convidar para o lançamento do Livro "Ruas Ermas" de Eduardo Pinheiro, Pedro Ferreira, Rosário Salema Garção, com Fotografias de José Morais Arnaud
e Exposição de Fotografias de Évora de JOSÉ MORAIS ARNAUD

Na ocasião, ouviremos poesia de Florbela Espanca declamada por ISABEL WOLMAR.
Serviremos vinhos Alentejanos, gentilmente cedidos pela Garrafeira Internacional, acompanhados por algumas especialidades gastronómicas da Região.
Um fim de dia bem passado, com uma tertúlia de poesia, memórias Alentejanas e sabores da Região.

Compareça!!!
Traga um amigo e divulgue.

Cordialmente, com votos renovados de Bom Ano

Paula Cabral
mais informação em

ARTISTAS / pag.1 _ Luisa Nogueira

Nota primeira:
Iremos ,no espaço de tempo em que esta exposição agora patente na
Paula Cabral-Art Gallery/Café dos Artistas, publicar elementos e críticas que melhor dêem a conhecer a um público por certo interessado ,o percurso e a poética de cada um.
Sem escolha ou sorteamento antecipado começamos por LUISA NOGUEIRA cuja "história" é sempre uma constante no espaço plástico português.








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Luisa Nogueira na colectiva

"OS ANJOS DESCERAM À CIDADE"

Paula Cabral - Art Gallery / Café dos Artistas

de 22 de dezembro de 2010 a 31 de janeiro de 2011

terça a domingo das 10:00 ás 20:00



Publicamos hoje a mais recente critica/texto publicada pelo JL jornal de letras ,artes & ideias da autoria de Rocha de Sousa .


OLHARES
Rocha de Sousa

Luísa Nogueira

Reencontro Luísa Nogueira viajando muitos anos atrás, talvez também a integrar as viagens ao estrangeiro, pela ESBAL. Se não foi esta a aventura em que a reconheço, se foi outra, atravessando Espanha em círculo, isso não importa: o que importa é sabê-la ainda presa ao mesmo sonho, o da pintura, ou dos seres desconhecidos, um riso tímido atrás do cavalete, o óleo macio, discreto, encantatório. Essa rapariga desapareceu um dia, após o curso, mas encontrei-a de passagem numa exposição entre os espelhos do Estoril, talvez naquele grupo que me saudou, inteiro e de boa memória, trinta anos depois de ter frequentado as minhas aulas. No cartaz da exposição «Entre Bichos», o rosto de Luísa parece indiciar o seu desaparecimento, uma máscara de substituição — ou talvez, e apenas, a lapidar passagem do tempo. Luísa faz-se representar pela sua obra, não pelo seu retrato fotográfico.
Bichos e névoas, rostos suspensos e chamamentos, que mal há nisso, que desonra? Tu estás aí e és feita da mesma verdade dita por outras verdades, nada se decreta em arte, o imaginário liberto reinventa o mundo, coisas, seres amigos, almas de nenhum lugar, sempre remotas, sempre resgatáveis.

Um trabalho incansável
Luísa Nogueira é licenciada em Pintura pela Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa — e em Design de Interiores pelo IADE. Diplomou-se em gravura pela Academie Royale des Beaux-Arts, Bruxelas. De 1974 a 1980 foi bolseira da Secretaria de Estado da Cultura para estagiar em Bruxelas, onde frequentou cursos de cerâmica (École d'Art d' Ixelles) sob a orientação dos professores Claude Lyr, Emile Maens, Francis Brichet, Swyngedau e Jorge Meurant.
Esta pequena nota, dedicada a momentos da formação da pintora, é concluída por uma outra do seguinte teor:
Num neo-figurativismo de forte pendor surrealizante. Luísa Nogueira propõe-nos a hipótese de mundos interiores povoados por seres imaginários que, num ambiente íntimo e feminino, nos desafiam a participar dessa aventura que é desvendar os trilhos de uma tela.
Penso que o trabalho diário de Luísa Nogueira é mais do que isso e não tem fronteiras tão fáceis, ainda que o pareça.

A reinvenção do nosso mundo, entre o conflito e o jogo lírico
De súbito, e de quando em vez, a terra treme, pulsando no limite, e os seres e as coisas parecem estar em vias de saltar no espaço. Este parecer decorre de muitas das nossas experiências visuais, perante explosões a céu aberto ou numa hipotética cena fílmica. Lembram factos noticiados, que se julgam em termos analógicos, entre publicações de papel, porventura de novo no cinema e na fotografia documental.
O pesquisador em atelier (de pintura, escultura ou desenho e suas derivantes) parece estar longe de se confundir com o artesão dos cortes e recortes rotineiros, mesmo quando livremente os toma para si, contando formações obscuras e histórias de criança.





2 Artesão e pintor justapõem-se muitas vezes, vivem de sonhos afinal próximos.
Penso que Luísa Nogueira preenche as duas atitudes, com as respectivas capacidades: porque, analisando os seus quadros e essas montagens plurais, dispersivas, por vezes em leque, quase todos os elementos de cada obra, ainda que possam vogar acima de horizontes desfocados ou descer vagamente sobre eles, partem e chegam de vários teatros à italiana, oblíquos, distorcidos, repartidos em diferentes percepções do visível. Luísa entendeu muito bem esses dados inspiradores ao absorver o destino de cada aparição descida do imaginário, entre memórias de infância e portes sumptuários de certas alegorias do espírito. No espaço tridimensional onde o Piccolo Teatro di Milano nos mostraria alegres Arlequins saltando em contraponto, ou atirando de um lado para o outro da sala florida travessas prontas a servir, Luísa Nogueira poderá agitar de forma semelhante histórias assaz diferentes. Há ali mundos imaginários que exprimem personagens em busca de autor. Eu vejo diversas aves, súbitas, ancoradas, espreitando. Um frango mutante, ou dois, ou mais, entre gavetas tombadas, aquários, papéis publicitários, tudo coroado por céus verdes e amarelados. Entre leves castanhos e tons bege, permutados por cinzas e vagas traves, elevam-se formas orgânicas, talvez mais propriamente panejamentos, vestidos soprados em vela, cabeças procurando a salvação longe, absorvidas por ventos talvez uivantes.
Assim Luísa Nogueira nos visita e nos revela, na conflitualidade criadora cujo fecho pictórico, surreal de certa maneira, determina vagas metamorfoses distorções expressonistas. Numa cadência cromática, pausada e branda, quase sempre lírica.


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Luísa Nogueira_cv

Exposições Individuais
2010
Arc16 Galeria de Arte,(Faro,Portugal)
2006
MAC- Movimento Arte Contemporânea, (Lisboa, Portugal)
2005
Sala Damião de Góis, Embaixada de Portugal (Bruxelas, Bélgica)
2004
Centro Cultural da Câmara Municipal de Velas (S. Jorge – Açores)
MAC- Movimento Arte Contemporânea, (Lisboa, Portugal)
2002
MAC- Movimento Arte Contemporânea, (Lisboa, Portugal)
2001
Maison Communale de Silly
2000
MAC- Movimento Arte Contemporânea, (Lisboa, Portugal)
1999
Sala Damião de Góis, Embaixada de Portugal (Bruxelas, Bélgica)
1998
Pátio Alfacinha, “Pintura”, (Lisboa, Portugal)
1997
MAC- Movimento Arte Contemporânea, “Grupumus”, (Lisboa, Portugal)
1996
Centro Cultural de Bruxelas - Espace St. Nicolas (Bruxelas, Bélgica)
Espace Senghor (Bruxelas)
1995
Associação de Estudos e Defesa do Património Histórico-Cultural (Silves, Portugal)
1994
Sala Damião de Góis, Embaixada de Portugal (Bruxelas)
Galeria Igrego (Lisboa, Portugal)
1992
Museu da Água (Lisboa, Portugal)
Casa Museu Nogueira da Silva (Braga, Portugal)
1991
Galeria Soctip, Casino de Vilamoura (Vilamoura, Portugal)
1990
Galeria Ygrego (Lisboa, Portugal)
1988
Cooperativa de Gravadores Portugueses (Lisboa, Portugal)
1985
Galerie La Forge (Bruxelas, Bélgica)
1984
Galeria Ocarina (Lisboa, Portugal)
Museu de Angra do Heroísmo ( Angra do Heroísmo, Portugal)
Galerie La Forge (Bruxelas, Bélgica)
1982
Galerie La Forge (Bruxelas, Bélgica)
1981
Galerie La Forge (Bruxelas, Bélgica)
1977
Galerie Saint Michielis (Gent, Bélgica)
1976
Galerie 34 (Bruxelas, Bélgica)
Exposições Colectivas
Galeria S.Mamede (Lisboa, 1974); Galeria Diedro (Leiria, 1974); Mettiers d'Art de Ia Provence du
Brabant (Bruxelas, 1975); Grupo de Artistas "Euro-Árabe" Beffroid (Namur – Bélgica, 1976); Chateau
Malou, "Expotion Safari" (Bélgica, 1976); Galerie L'Oeil Sauvage (Bruxelas, 1976); Galeria Freie
Berliner Kunstausstelung (Berlim, 1976); Exposição Nacional de Gravura - Fundação Calouste
Gulbenkian ( Lisboa, 1977); Museu Soares dos Reis (Centro de Arte Contemporânea – Porto, 1977);
Programa da Cultura Portuguesa (Madrid, 1977); Arte Portuguesa Contemporânea (Belgrado e
Atenas, 1977); Exposição Nacional de Gravura (Funchal, 1978) integrada na Exposição Gravura
Portuguesa Contemporânea (Rio de Janeiro, Brasília, Pará, Recife e Belo Horizonte); Representação
Portuguesa na VI Bienal Internacional de Artes Gráficas de Florença (Itália, 1978); Societé General
de Banque (Louvain, Bélgica, 1979); II Exposição Nacional de Gravura, Fundação Calouste
Gulbenkian (Lisboa, 1979); "Galerie Alfican" (Bruxelas, 1980); "Graveurs de Bruxelles" Mettiers d'Art
du Brabant (Bruxelas, 1980); "Art Infarct" Lathem Saint-Martin (Bélgica, 1980); Anos de Gravura,
Academie Royale des Beaux-Arts de Bruxelles, Hotel de Ville (Bruxelas, 1980); Salão de Gravura,
Galeria de Arte do Casino do Estoril (Estoril, 1980); III Exposição Nacional de Gravura, Fundação
Calouste Gulbenkian (Lisboa, 1981); Salon d'Eté, Galerie La Forge (Bruxelas, 1981); Congresso
Português de Cardiologia, Exposição de Gravura (Lisboa, 1981); Papel como Suporte e Perspectivas
Actuais de Arte Portuguesa, Sociedade Nacional de Belas Artes (Lisboa, 1983); I Exposição de Arte,
Banco de Fomento Nacional (Lisboa, 1983); Pequeno Formato, Cooperativa Árvore (Porto, 1984);
Mostra de Lagos (Lagos, 1984); Bienal de Baden-Baden (Alemanha, 1984); Exposição de Artes
Plásticas do Clube Naval de Lisboa (Lisboa, 1984); Bienal de Vila Nova de Cerveira (Vila Nova de
Cerveira, 1984); Exposição de Gravura, Museu de Setúbal (Setúbal, 1985); Galeria Palma (Lisboa,
1895); Homenagem a Almada Negreiros, Secretaria de Estado da Cultura (Lisboa, 1985); Bienal de
Vila Nova de Cerveira (Vila Nova de Cerveira, 1986); Exposição de Gravura, Junta de Turismo
(Estoril, 1986); Greenhill Gallery (Lagos, 1986); IV Bienal de Gravura, Fundação Calouste Gulbenkian
(Lisboa, 1987); Salão de Verão, Colectiva de Gravura e Pequeno Formato, Galeria de Arte Casino do
Estoril (Estoril, 1989); "Rembrandt e Arte Actual Portuguesa", Galeria Ygrego (Lisboa, 1989);
Palimpse(x)tos, Colectiva de Pintura, Galeria Soctip, (Lisboa, 1990); Fantástico na Arte Portuguesa,
Galeria Nártice (Lisboa, 1990); Colectiva de Pintura, Galeria Sintra, (Sintra, 1990); Colectiva de
Gravura, Galeria Viragem (Cascais, 1990); Salão de Outono, Galeria do Casino do Estoril (Estoril,
1990); "A Luz sobre as Telas", Hotel Altis (Lisboa, 1991); Colectiva de Gravura, Galeria Nártice
(Lisboa, 1991); Colectiva de Apoio à Viragem, Galeria de Arte do Casino do Estoril (Estoril, 1991);
Colectiva de Apoio à Viragem, Galeria Liberdade 190 (Lisboa, 1991); Colectiva de Gravura
-"Tendências", Galeria Arcada (Estoril, 1991); "Pequeno Formato", Casino do Estoril (Estoril, 1991);
Colectiva de Gravura, Galeria João Hogan (Lisboa, 1991); Exposição Nacional de Pintura (Coimbra,
1991); "Portugal em Abril", Pavilhão Paz e Amizade (Loures, 1991); "As Filhas de Eva", Galeria
Soctip (Lisboa, 1991); I Bienal de Artes do Concelho do Sabugal, Biblioteca Municipal (Sabugal,
1991); Salão de Outono, Galeria do Casino do Estoril (Estoril, 1991); Artistas em Portugal", Salão
Nobre do Estádio do Sport Lisboa e Benfica (Lisboa, 1991); Artajuda, Galeria de Arte da Casa do
Pessoal da R.T.P. (Lisboa, 1991); "Pequeno Formato", Galeria Viragem (Cascais, 1991); "Pequeno
Formato", Galeria de Arte do Casino do Estoril (Estoril, 1992); Gravadores Portugueses - Alguma
Gravura Actual", B.G. Arte (Viseu, 1992); Feira de Arte de Portimão (Portimão, 1992); Colectiva,
Cooperativa de Gravadores (Lisboa, 1992); Colectiva Pintura, Atelier Victor Barros (Bruxelas, 1993);
Colectiva Pintura, Galeria Arte e Mania (Lisboa, 1993); Exílio de Lugar em Lugar", Galeria Escudeiros
(Beja, 1993); Galeria Botelho Girão (Viseu, 1993); Colectiva Pintura, Galeria St. Joana (Aveiro, 1993);
Exposição de Artesãos Alentejanos (Borba, 1994); "2éme Biennale de Ia Rencontre Bruxellois",
Maison Communale de Laeken (Bruxelas, 1994); "Cinco Anos de Pintura" Colectiva Museu da Água
(Lisboa, 1994); XIII Salão de Outono, Galeria do Casino do Estoril (Estoril, 1994); "Mostra por
Amostra", Sala Damião de Goes, Embaixada de Portugal (Bruxelas, 1994); "Criatividade 95" Câmara
Municipal (Reguengos de Monsaraz, 1995); Salão de Pequeno Formato, Galeria do Casino do Estoril
(Estoril, 1995); Anos de Arte Portuguesa", Sala Damião de Goes, Embaixada de Portugal (Bruxelas,
1998); Aniversário - Galeria Movimento Arte Contemporânea (Lisboa, 1997); Colectiva "Movimento
Arte IV", Mac (Lisboa, 1997); "Olhares sobre o Côa", Câmara Municipal de Vila Nova de Castelo
Rodrigo (Foz do Côa, 1998); Casa Cultural de Castelo Rodrigo (1998); "Os Primeiros de 1998",
Galeria Movimento Arte Contemporãnea (Lisboa, 1998); Aniversário da Galeria Movimento Arte
Contemporânea (Lisboa, 1998); Colectiva, Museu da Água (Lisboa, 1998); MAC - Movimento Arte
Contemporânea (Lisboa, 99-2000); 80º Aniversário sa Sociedade de Estomatologia na Reitoria da
Universidade Clássica de Lisboa ,MAC (Lisboa, 1999); Abertura do ano escolar universitário na
Reitoria da Universidade Clássica de Lisboa ,MAC (Lisboa, 1999); IFADAP Culturgest CGD, MAC
(Lisboa, 1999); Festival Internacional do Imaginário, MAC (Abrantes, 1999); Exposição comemorativa
do Encontro de Intelectuais Portugueses e Cabo-verdianos, MAC (Cabo Verde, 2000); Centro
Cultural de Celorico da Beira/Linhares, MAC (2001); Reitoria do Instituto Politécnico de Lisboa, MAC
(Lisboa, 2002); MAC - Movimento Arte Contemporânea (Lisboa, 99-2004); Centro Cultural e de
Congressos de Angra do Heroísmo / MAC-Movimento Arte Contemporânea (Açores, 2004); MACMovimento
Arte Contemporânea (Lisboa, 2005/2006);Paula Cabral-Arte Gallery(Lisboa 2010/11).

Prémios
2003
“MAC’2003- Carreira”, MAC - Movimento Arte Contemporânea, (Lisboa, Portugal)
2001
“MAC’2001- Pintura”, MAC - Movimento Arte Contemporânea, (Lisboa, Portugal)
1999
“MAC’99-Mérito Pintura”, MAC - Movimento Arte Contemporânea, (Lisboa, Portugal)
1997
“MAC’97-Mérito”, MAC - Movimento Arte Contemporânea, (Lisboa, Portugal)
1992
Menção Honrosa na Port-Arte (Portimão, Portugal)
1991
Prémio de Pintura Pequeno Formato Galeria Viragem (Cascais, Portugal)
Prêmio de Gravura do Museu de Setúbal (Setúbal, Portugal)
1980
Prix du Gouvernement et de Ia Ville de Bruxelles (Bruxelas, Bélgica)
1979
Prémio Edição da II Exposição de Gravura, Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa, Portugal)
Representada
Está representada em várias colecções particulares em Portugal e no estrangeiro, assim como em
instituições: Museu Angra do Heroísmo (Açores), Banco de Fomento Nacional (Lisboa), Banco de Portugal
(Lisboa), Assembleia da República (Lisboa).
Editada por
Cooperativa Gravadores Portugueses ( Lisboa)
Galeria S. Bento (Lisboa)


ver mais em www.luisanogueira.blogspot.com




Paula Cabral - Art Gallery / Café dos Artistas /Rua do Século, 169 (ao Principe Real) Lisboa
Tel./Fax: 21 3426014Tel./Fax: 21 Móvel 91 236 6519/Móvel 91 236 6519

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

os anjos desceram à cidade no dia 22 de dezembro de 2010

Paula Cabral-Art Gallery/Café dos Artistas





































Esperamos a vossa visita


OS ANJOS estão à visíveis até 31 de Janeiro de 2011




dentro do seguinte horário :

terça a sábado
das 10:00 às 20:00



Paula Cabral - Art Gallery / Café dos Artistas
Rua do Século, 169 - 171 (ao Jardim do Príncipe Real)
Lisboa

Tel./Fax: 21 3426014
Móvel 91 236 6519
paula.cabral.artgallery@gmail.com

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/fotos de Paulo Canilhas/
/coordenação de Maria João Franco/


quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

OS ANJOS DESCERAM À CIDADE - inauguração




A colectiva que tanto desejámos inaugurou a 22 de dezembro de 2010.




Fará já parte integrante da "história " deste novo espaço onde obras, artistas e público se confrontarão num diálogo que pretendemos aberto sobre os níveis e problemas de "ARTE HOJE" ,em que esta linguagem tenta ser por alguns "globalizada" numa aculturante massificação. Este será um tema que chamamos para o Café dos Artistas, espaço de debate, convívio e reflexão.

Desejando,uma vez mais um BOM NATAL esperamos sempre a vossa visita.

Paula Cabral oferecendo em nome da galeria uma obra de Cristina Troufa a Maria Isabel Jonet, como reconhecimento da sua actividade humanitária.


A alegria de enaltecer a arte através de gestos como este: Homenagear o eleito "Anjo da Cidade de LIsboa do ano 2010", a Dra. Isabel Jonet do Banco Alimentar contra a Fome.
A obra oferecida é da Pintora Cristina Troufa, em exibição nesta Galeria até 31 de Janeiro de 2011.
As "Asas da Liberdade" que decoram esta quadra a fachada da nossa Galeria são da autoria dos Escultores Romeu Costa e Moisés Paulo.
O nosso sentido agradecimento aos Anjos que tornaram esta cerimonia possível.

A generosidade faz bem e contagia.
Vamos tornar o ano de 2011 um ano memorável nas nossas vidas, fazendo o bem, sem esperar retorno.

Um abraço comovido a todos
Ana Paula Cabral

...

Cara Paula
Comovida, enternecida, feliz, não sei qual o adjectivo que melhor se aplica ao que senti - e sinto - quando teve a enorme bondade de distinguir o trabalho que venho fazendo no Banco Alimentar na inauguração da sua exposição.
A Paula e o seu gesto vão ficar indelevelmente gravados no meu coração pela generosidade e grandeza de coração que demonstrou.
Foi um presente de Natal inesquecível que partilhei com a minha família e com todos quantos colaboram no Banco Alimentar.
O quadro da Cristina ficará exposto com destaque, quando finalizar a exposição.
Para si e para todos os seus artistas, um forte abraço de todos os voluntários do Banco Alimentar que, embora com os pés bem assentes na terra, só com a força que nos é transmitida podemos voar.

Desejo ainda um optimo Ano de 2011 e as maiores felicidades para a galeria e para si pessoal e profissionalmente.
Isabel Jonet
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Paula Cabral - Art Gallery / Café dos Artistas
Rua do Século, 169 - 171
(ao Jardim do Príncipe Real)
Lisboa


Tel./Fax: 21 3426014
Móvel 91 236 6519
paula.cabral.artgallery@gmail.com

http://www.paulacabral-artgallery.blogspot.com/

sábado, 11 de dezembro de 2010

"OS ANJOS DESCERAM À CIDADE"

Pintura, Escultura, Fotografia, Cerâmica, Instalação e Joalharia

Paula Cabral - Art Gallery/ Café dos Artistas

inaugura no próximo dia 22 de Dezembro,4ª feira, pelas 19h00

e estará patente ao público até ao dia 31 de Janeiro de 2011.

"Lisbo-A-njos / Lisbon'Angels"

na exposição vão estar patentes obras dos seguintes artistas

/Adelaide Barbosa / Ana Galvão / Carmen Lara /
Cecília Guimarães /Conceição Lacerda / Conceição Rhodes /
Cristina Troufa / Eduardo Santos Neves /Eduardo Lima Teixeira
/ Maria Eugénia Medeiros /Ewa Kuk / Fernanda Pissarro /Fátima Neves/
Filipe Branquinho //Filipe Caracol / Filomena Brito /Firmo Silva /
Hans Varela / /Heitor Figueiredo / Helena Calvet /
Helena Lousinha /Inês Paes/ Jean Pierre Santos
/ Joana Corvacho / João de Azevedo / João Donato /
João Figueiredo/ João Regueira / José Assis /José Mouga/
José Santa Barbara/Juan Blanco/ Lemos Djata /
Luís Camilo Alves / Luís Monteiro /Luísa Nogueira
/ Lut Caenen / Mafalda Pires da Silva / Maria João Franco /
Maria Gabriel/ Maria de Freitas / Maria Galamba/
Maria José Meneses /Margarida Areias/Margarida Cepêda /
Moisés Paulo / Natasha Cabral /Paul Mathieu
/ Paulo Canilhas /Rodrigo Alzamora / Rodrigo Costa
/Romeu Costa/ Rui Paes / Rui Vasquez /
Sérgio Amaral /Teresa Mendonça / Teresa Roza D’Oliveira


Cordialmente,
Ana Paula Cabral

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Paula Cabral - Art Gallery / Café dos Artistas

http://www.paulacabral-cafedosartistas.blogspot.com/






quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

"coisas" de Fátima Cruz Neves

Pode ver, a partir do dia 8 de Dezembro
"Coisas"
objectos do quotidiano
objectos-outros
objectos de nós







na Paula Cabral Art - Gallery/café dos artistas




Paula Cabral - Art Gallery / Café dos Artistas
Rua do Século, 169 - 171
Lisboa
Tel./Fax: 21 3426014
Móvel 91 236 6519

paula.cabral.artgallery@gmail.com

(Junto à Praça de Taxis do Jardim do Príncipe Real)

A Galeria_as exposições

HELENA LOUSINHA






RODRIGO COSTA




Anunciamos a próxima exposição a inaugurar a 22 de Dezembro pelas 19 horas:

"OS ANJOS DESCERAM À CIDADE"
colectiva


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Paula Cabral - Art Gallery / Café dos Artistas
Rua do Século, 169 - 171 (ao Jardim do Príncipe Real)
Lisboa

Tel./Fax: 21 3426014
Móvel 91 236 6519
paula.cabral.artgallery@gmail.com

domingo, 5 de dezembro de 2010

até 21 de Dezembro

Paula Cabral
As exposições
RODRIGO COSTA a paisagem como lugar de todas as coisas
//

HELENA LOUSINHA ailleurs

vão estar patentes nos dois pisos do nosso espaço



Paula Cabral - Art Gallery / Café dos Artistas

Rua do Século, 169 - 171
Lisboa
Tel./Fax: 21 3426014
Móvel 91 236 6519
(Junto à Praça de Taxis do Jardim do Príncipe Real)

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Rodrigo Costa


25 de novembro de 2010


The Landscape as the Place of Everything


"... Feita a apresentação, o livro mantém-se; e haverá a possibilidade de voltar a conversar sobre o tema: com algumas das mesmas e com outras pessoas, porque a Vida é feita, também, de diálogo, pela necessidade de se compreender a razão das coisas...
Para os que vieram, deixo o agradecimento... porque nada acontece, se não houver quem apareça... E, não se esqueçam, a exposição permanecerá até 21 de Dezembro. "




/.../ Em ensaio reflexivo, Rodrigo deixa-nos a sua ideia sobre o tema, “A Paisagem como o Lugar de Tudo”, dizendo-nos, “o que me apaixona não é o que olho, mas o que o que eu vejo me recorda como lugar onde me parece que pertenço”; e a sua paixão evidencia-se no passo seguinte, “porque a luz e as formas não demoram, e pedem-me que seja breve, e obrigam-me ao movimento que me aproxime e possa influenciar outras histórias –movimento: impressão e expressão... num gesto.” Sente-se, neste texto, a forte influência que a paisagem exerce sobre o artista, quando Rodrigo diz “A aragem que me toca é um vício”… Eileen como que se associa e escreve, num dos poemas, “o vento alinha-se, rodeando, abraçando, revendo-me.”

A ideia de ouvir a paisagem provém do modo como Rodrigo evoca as cores, “tingidas por céus e atmosferas que as comungam, entre tons e entre sons”; e como, em simultâneo, Eileen alude a “uma ópera que é riscada no céu” e às “árvores que desfolham e murmuram, orquestrando um coro de brisas”… Ambos cruzam, a propósito das cores, referências que repercutem a reverência à luz. Tal é confirmado em “gritando luz e chumbo e azul e verde e ocre”, de Rodrigo, como em “Índigo… Uma faixa de meia-noite, no lugar onde o azul cai sobre o violeta”, de Eileen.
John Kelly
/.../ Devo, à paisagem, a compreensão do fundamento das sínteses, a resignação compreendida na captação possível do que não se atinge, porque corri atrás das luzes e das sombras, querendo-lhes o retrato, como se todas as lembranças fossem únicas e apenas lembradas em fotografias. Mentira! Pude aprender sobre a cumplicidade da Razão e da emoção, e pude conhecer, na interpretação consciente e aflita, a alusão à harmonia e à harmonia que nos transcende; não sendo mais as mesmas, as composições e as figuras estarão sob céus e odores provindos da Terra como fonte de todos os regressos.

Poderia, esquivo, reduzido e redutor, repito, dizer, tão-só, que a paisagem é um dos meus sítios. Falaria a verdade, mas há nela muito mais do que o mero sinal indelével do livre arbítrio, porque, sem a paisagem, o argumento escassearia; faltaria à Pintura o espaço e o tempo de reflexão, porque não há profundidade sem cenário nem sem princípio: o mundo onde o conhecimento e a lembrança aparecem e a perspectiva e o gesto se reciclam…
Rodrigo Costa